The Queen's Gambit, A menina de ouro da Netflix

The Queen's Gambit ocupa, atualmente, o terceiro lugar no pódio das séries mais vistas da Netflix, em 2020, de acordo com o The Independent. Esta minissérie baseada no livro do mesmo nome, de Water Tevis, de 1983, veio trazer-nos uma nova perspetiva sobre o Xadrez, deixando tudo e todos rendidos a este jogo que nunca pareceu tão divertido.


ALERTA SPOILER!!


Em sete episódios é narrada a história de Beth Harmon, interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy que, adiantando-vos já, fez um excelente trabalho. Beth, uma jovem que, após perder a mãe num acidente de carro, é reencaminhada para um orfanato. Se a sua infância já era conturbada e desafiante, devido à instabilidade emocional da mãe, a ida para o orfanato agravou a situação.

Com o anseio de fugir à fria realidade, aos oito anos, Beth aprende a jogar Xadrez e refugia-se no seu "mundo de 64 quadrados". Will Shaibel, funcionário do orfanato, é quem apresenta e ensina o mundo do Xadrez a Beth e, após cada partida que jogam, Shaibel começa a perceber o talento nato, daquela jovem, para o xadrez e que possivelmente está perante uma assombrosa jogadora.

Em paralelo a esta paixão pelo xadrez, esta Beth refugia-se nos comprimidos tranquilizantes, que são dados às crianças do orfanato. Durante a noite, com a ajuda destes, a jovem imagina, no teto do quarto, as jogadas de xadrez. Este vicio pelos calmantes e, mais tarde, pelo o álcool torna-se um claro obstáculo para a sua genialidade.

Quando se torna uma mocinha, Beth é adotada e finalmente tem liberdade para se dedicar ao xadrez e participar em torneios e campeonatos. Não há quem a pare!


A igualdade de género

The Queen's Gambit é narrada sobre pano de fundo dos anos 60, quando a igualdade de género não era uma opção. Devido a este ideal machista, há uma grande importância subjacente ao facto da personagem principal ser feminina e relevar-se um génio do xadrez, num jogo que era feito para homens. O xadrez é um jogo de igual para igual, em que não há distinção entre os rivais. Beth, sendo a primeira jovem feminina a revelar-se um dos melhores génios do xadrez, carrega consigo uma excepcional metáfora e crítica adjacente ao papel da mulher, sobretudo nos anos 60.


Feedback

Pessoalmente, adorei a série! Um enredo misterioso e cativante de uma tremenda orginalidade e realismo, pois demonstra que até o maior génio é humano e possuí defeitos e problemas como toda a gente. Além disso, também se destaca pela excelente ambientação alusiva aos anos 60, onde o glamour reina. Por fim, não desfazendo do resto do elenco, destaco a magnífica e assombrosa atuação de Anya Taylor-Joy, não podiam ter sido mais accurate!

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